Cientistas do Paraná confirmam a presença de nova doença bacteriana do milho
Pesquisadores do Paraná, no sul do Brasil, confirmaram uma nova doença bacteriana no milho. O Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) emitiu um alerta aos produtores do estado sobre a presença da doença bacteriana foliar.
Pesquisadores no Brasil confirmaram a presença de uma nova doença bacteriana em milho no estado do Paraná, no sul do Brasil. O Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) recentemente emitiu um alerta aos agricultores do estado indicando a presença da nova doença.
A nova doença é a mancha bacteriana foliar (Xanthomonas vasicola pv.), que é uma doença foliar que causa longas estrias cloróticas nas folhas de milho. Em uma infestação grave, até 70% do tecido foliar pode ser afetado. Não há estudos que indiquem a redução na produtividade que pode ser causada pela doença, mas os pesquisadores estimam que se 40% do tecido foliar for destruído, reduzindo a atividade fotossintética da planta, as perdas potenciais de produtividade podem chegar a 50%.
A doença foi descoberta pela primeira vez nos Estados Unidos em 2016 no estado do Colorado e depois na Argentina em 2017. Anteriormente, ela havia sido identificada na África do Sul desde 1949.
Cientistas no estado do Paraná identificaram 30 híbridos de milho que são suscetíveis à doença. Como é uma doença bacteriana, não há tratamentos atuais além de selecionar híbridos que não sejam suscetíveis. Os cientistas não indicaram quão disseminada a doença está dentro do estado ou se se espalhou para outras regiões do Brasil.
Como a doença não foi identificada anteriormente no Brasil, é possível que mais de 30 híbridos de milho possam ser suscetíveis à doença. Ainda resta saber se esta doença será um obstáculo para a produção de milho no estado ou se foram apenas as condições ambientais locais que permitiram que a doença prosperasse na última temporada de cultivo.